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Escola Agrícola do Pajeú

Por: jc
Uma escola de resistência
SERRA TALHADA
Uma escola de resistência
Pernambuco, 07 de agosto de 2006.

SERTÃO Edileuza Vieira considera a escola como uma extensão de sua própria casa
Não é à toa que o irmão mais velho do aluno Lucivan Honório encheu os olhos de lágrimas quando soube que ele sairia de casa para estudar na SERRA TALHADA
Uma escola de resistência
Pernambuco, 07 de agosto de 2006.

SERTÃO Edileuza Vieira considera a escola como uma extensão de sua própria casa
Não é à toa que o irmão mais velho do aluno Lucivan Honório encheu os olhos de lágrimas quando soube que ele sairia de casa para estudar na Escola Agrícola do Pajeú. Era a oportunidade que o próprio aproveitaria se não estivesse noivo e prestes a casar. De acordo com os alunos, conseguir uma vaga no curso é uma grande vitória. A procura tem sido cada vez maior, o que aumenta a concorrência, criando lista de espera. "Não estamos conseguindo atender à demanda atual", lamenta a diretora da escola estadual, Edileuza Vieira, ao mesmo tempo em que comemora a chegada de novos tempos.

"Hoje podemos dizer que nossas dificuldades são mínimas se comparadas ao que já passamos por aqui", relembra. A Escola Agrícola começou, em 1989, com um sistema de internato semelhante ao existente hoje. Naquela época, oferecia exclusivamente o curso profissionalizante de técnico em agropecuária, recebendo alunos de diversas cidades. "Vinha gente de todo lugar, inclusive de fora do Estado, do Maranhão, Pará...", enumera. Os profissionais formados na escola levavam para fora da cidade o que aprendiam, servindo como multiplicadores e, indiretamente, conferiam à escola status de referência na sua área de atuação. Em 1997, a unidade de ensino passou a oferecer a educação básica.

MALABARISMO - Um abalo nas instituições de educação profissional da rede estadual atuantes na área da agropecuária, em 2001, tirou um pouco do brio do colégio sertanejo. Naquele ano, por determinação do governo do Estado, todas as escolas paralisaram suas atividades de formação técnica. Menos Serra Talhada. Edileuza explica que foi preciso um certo malabarismo para manter viva a unidade. "Como a educação básica tem a ajuda do Fundef (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério), através de repasses, usamos parte desta verba para ajudar a manter o curso profissionalizante". Porém não havia mais condições de receber alunos externos e o número de turmas foi reduzido.

Escola Agrícola do Pajeú
» Oferece o curso técnico em agropecuária com habilitação em zootecnia.
» Os cursos são modulados com duração de 2.400 horas.
» Podem cursar alunos que terminaram ou estejam estudando o segundo ano do ensino médio.
» Os alunos aprendem, na teoria e prática, disciplinas como horticultura, fruticultura, caprinocultura, ovinocultura.


Insistir, "mesmo contra a vontade do Estado", foi a decisão tomada pela direção. "Continuamos com o curso porque acreditamos que ele era fundamental para a região, que trabalha com pecuária e agricultura, diferentemente da Zona da Mata, que tem a cultura do açúcar". Em 2005, a escola tomou um novo fôlego, com o lançamento do projeto Educação mais de 1000, pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente (Sectma), desde 2003 controladora das ações na área de educação profissional em Pernambuco. O objetivo do projeto era reestruturar as escolas e ampliar a oferta de vagas.

Era o pontapé necessário para estimular a retomada do trabalho. Hoje os jovens estão por toda a área da escola, trabalhando com os animais e com as plantas, falando sobre eles com propriedade. Ao todo, são 240 matriculados. Desses, 60 moram nas dependências do local, em quartos amplos, com banheiro, ar-condicionado, TV. "Temos alunos que vêm de Mirandiba, Salgueiro, Carnaíba, Itacuruba, Triunfo, Santa Cruz, Afogados da Ingazeira. Funcionamos como um centro regional", vibra Edileuza. Neste segundo semestre, a previsão é a criação de duas novas turmas, com 35 alunos cada.

. Era a oportunidade que o próprio aproveitaria se não estivesse noivo e prestes a casar. De acordo com os alunos, conseguir uma vaga no curso é uma grande vitória. A procura tem sido cada vez maior, o que aumenta a concorrência, criando lista de espera. "Não estamos conseguindo atender à demanda atual", lamenta a diretora da escola estadual, Edileuza Vieira, ao mesmo tempo em que comemora a chegada de novos tempos.

"Hoje podemos dizer que nossas dificuldades são mínimas se comparadas ao que já passamos por aqui", relembra. A Escola Agrícola começou, em 1989, com um sistema de internato semelhante ao existente hoje. Naquela época, oferecia exclusivamente o curso profissionalizante de técnico em agropecuária, recebendo alunos de diversas cidades. "Vinha gente de todo lugar, inclusive de fora do Estado, do Maranhão, Pará...", enumera. Os profissionais formados na escola levavam para fora da cidade o que aprendiam, servindo como multiplicadores e, indiretamente, conferiam à escola status de referência na sua área de atuação. Em 1997, a unidade de ensino passou a oferecer a educação básica.

MALABARISMO - Um abalo nas instituições de educação profissional da rede estadual atuantes na área da agropecuária, em 2001, tirou um pouco do brio do colégio sertanejo. Naquele ano, por determinação do governo do Estado, todas as escolas paralisaram suas atividades de formação técnica. Menos Serra Talhada. Edileuza explica que foi preciso um certo malabarismo para manter viva a unidade. "Como a educação básica tem a ajuda do Fundef (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério), através de repasses, usamos parte desta verba para ajudar a manter o curso profissionalizante". Porém não havia mais condições de receber alunos externos e o número de turmas foi reduzido.

Escola Agrícola do Pajeú
» Oferece o curso técnico em agropecuária com habilitação em zootecnia.
» Os cursos são modulados com duração de 2.400 horas.
» Podem cursar alunos que terminaram ou estejam estudando o segundo ano do ensino médio.
» Os alunos aprendem, na teoria e prática, disciplinas como horticultura, fruticultura, caprinocultura, ovinocultura.


Insistir, "mesmo contra a vontade do Estado", foi a decisão tomada pela direção. "Continuamos com o curso porque acreditamos que ele era fundamental para a região, que trabalha com pecuária e agricultura, diferentemente da Zona da Mata, que tem a cultura do açúcar". Em 2005, a escola tomou um novo fôlego, com o lançamento do projeto Educação mais de 1000, pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente (Sectma), desde 2003 controladora das ações na área de educação profissional em Pernambuco. O objetivo do projeto era reestruturar as escolas e ampliar a oferta de vagas.

Era o pontapé necessário para estimular a retomada do trabalho. Hoje os jovens estão por toda a área da escola, trabalhando com os animais e com as plantas, falando sobre eles com propriedade. Ao todo, são 240 matriculados. Desses, 60 moram nas dependências do local, em quartos amplos, com banheiro, ar-condicionado, TV. "Temos alunos que vêm de Mirandiba, Salgueiro, Carnaíba, Itacuruba, Triunfo, Santa Cruz, Afogados da Ingazeira. Funcionamos como um centro regional", vibra Edileuza. Neste segundo semestre, a previsão é a criação de duas novas turmas, com 35 alunos cada.

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